Pintar o teto de um galpão, o forro de um barracão ou as vigas de uma estrutura metálica em pé-direito alto é um serviço que se resolve de baixo para cima. Antes de abrir a primeira lata, a equipe precisa decidir como vai chegar lá em cima com segurança e com ritmo. A plataforma elevatória para pintura entra justamente nesse ponto, porque leva o pintor até a superfície e permite avançar pela área sem montar e desmontar estrutura a cada etapa.
Essa escolha interessa à empresa de pintura que pegou a obra, à equipe de manutenção que cuida do prédio e ao dono do imóvel que quer o serviço feito sem parar a operação. Os pontos abaixo mostram como o equipamento se encaixa na rotina de quem pinta no alto.
O desafio de pintar grandes áreas no alto
Quem já pintou forro em galpão sabe como o trabalho funciona. O pintor sobe com balde, rolo, extensor, pistola, fita e pano, cobre uma faixa da superfície e depois precisa se mover para a faixa seguinte. Esse ciclo se repete dezenas de vezes até fechar a área inteira.
O problema aparece no deslocamento. Com escada, o alcance é curto e o pintor fica com uma das mãos ocupada para se segurar. Com andaime, cada mudança de posição exige desmontar, mover e montar de novo, o que consome horas que deveriam ir para a pintura.
Em estrutura metálica o cenário fica mais complexo, já que treliças, terças e vigas criam recortes e obstáculos. O pintor precisa chegar perto de cada peça, muitas vezes por ângulos diferentes, para que a tinta cubra tudo sem falhas. Ou seja, o acesso define boa parte da qualidade e do prazo do serviço.
Por que usar plataforma elevatória para pintura
A plataforma resolve o deslocamento, que é o maior gargalo desse tipo de trabalho. Em vez de adaptar a pintura ao andaime, a equipe adapta a posição da cesta à superfície que está sendo pintada.
Pintor e material na mesma cesta
A cesta comporta o operador e o material de trabalho, então o pintor sobe com o balde, o rolo e a pistola ao alcance da mão. Isso reduz as idas e vindas ao chão para buscar tinta ou trocar ferramenta, que costumam quebrar o ritmo da aplicação.
Com as duas mãos livres e um piso estável sob os pés, o acabamento tende a ficar mais uniforme. Só que a capacidade de carga tem limite, e o peso de pessoas somado ao do material precisa respeitar o que o fabricante indica para aquele modelo.
Reposicionamento sem desmontar estrutura
Terminada uma faixa, o operador recolhe a cesta, desloca a máquina e eleva de novo na posição seguinte. Não há peças para desencaixar nem tábuas para transportar. Esse movimento rápido combina com o método de pintar faixa por faixa, pois o tempo entre uma faixa e outra cai bastante.
Em áreas extensas, como o forro de um centro de distribuição, essa diferença se acumula ao longo dos dias. Assim, a equipe consegue planejar a sequência da pintura pensando na superfície, e não na logística de montar estrutura.
Operação liberada fora da área em pintura
O andaime ocupa espaço e costuma ficar montado por dias no mesmo ponto. A plataforma ocupa só o trecho onde está trabalhando naquele momento, de modo que o restante do galpão segue em uso.
Para o dono do imóvel ou para a equipe de manutenção, isso significa isolar apenas a faixa em pintura enquanto empilhadeiras, estoque e pessoas circulam no restante do espaço. Conforme a pintura avança, o isolamento acompanha a máquina.
Qual plataforma utilizar?
Os dois tipos mais comuns em serviços de pintura atendem situações diferentes. A escolha depende principalmente da geometria do que será pintado e de como o acesso acontece.
| Critério | Plataforma tipo tesoura | Plataforma articulada |
|---|---|---|
| Movimento | Sobe na vertical, logo acima da base | Alcança para cima e para os lados, contornando obstáculos |
| Superfície que favorece | Forros e tetos planos, contínuos | Vigas, treliças e pontos com recortes |
| Espaço na cesta | Em geral mais amplo, bom para pintor e material | Em geral mais compacto |
| Acesso sobre obstáculos | Limitado, precisa estar posicionada embaixo do ponto | Passa por cima de prateleiras, máquinas ou tubulações |
Num forro liso de galpão vazio, a tesoura costuma render bem, já que a cesta mais larga acomoda o material e a pintura avança em faixas paralelas. Já numa estrutura metálica com treliças, ou num espaço com estantes que não podem ser retiradas, a articulada alcança pontos que a tesoura não atinge. Há obras em que faz sentido usar as duas, cada uma numa etapa.
Como proteger o equipamento?
Tinta que respinga do teto cai na cesta, nos comandos e na própria máquina. Isso compromete a visibilidade de etiquetas e pode prejudicar componentes, sobretudo quando se usa pistola, que espalha névoa de tinta pelo entorno.
Algumas medidas simples ajudam a manter o equipamento limpo:
- Forrar o piso da cesta com lona ou papelão para recolher pingos de rolo e de balde.
- Cobrir as partes expostas com plástico, tomando cuidado para não tapar comandos, dispositivos de emergência, sensores ou etiquetas de segurança.
- Manter pano e solvente adequado à mão para limpar respingos assim que aparecem, antes de a tinta secar.
- Ajustar a pressão e a distância da pistola para reduzir a névoa que se espalha além da superfície.
As condições de proteção e de limpeza podem variar conforme o modelo e o contrato de locação. Por isso, a regra é consultar o manual do fabricante e as condições combinadas com a locadora antes de cobrir qualquer parte da máquina ou usar produtos de limpeza nela.
Segurança no trabalho em altura
Pintar de cima de uma plataforma é trabalho em altura, e no Brasil esse tipo de atividade é tratado pela NR-35, norma regulamentadora que estabelece requisitos e medidas de proteção para quem trabalha acima do nível do chão. A empresa responsável pelo serviço precisa avaliar os riscos e garantir que os trabalhadores estejam capacitados.
Na rotina da pintura, alguns cuidados fazem diferença. O operador deve seguir o manual da máquina, usar os equipamentos de proteção indicados e conferir o piso antes de elevar a cesta, porque desníveis, ralos e buracos afetam a estabilidade. Também convém sinalizar a área embaixo da plataforma, já que respingos e ferramentas podem cair.
Outro ponto que costuma passar despercebido é o próprio material. Mesmo que pareça prático levar um balde extra, a carga total na cesta precisa ficar dentro do limite indicado pelo fabricante.
Por que alugar a plataforma em vez de comprar?
A pintura de um galpão ou de uma estrutura metálica tem começo, meio e fim. O equipamento é necessário durante aquele período e, depois que a última demão seca, deixa de ser usado até a próxima manutenção, que pode demorar anos.
Com a locação, o custo fica restrito ao tempo da obra. A empresa de pintura não precisa manter uma máquina parada entre contratos, enquanto o dono do imóvel não imobiliza capital num equipamento que vai usar pouco. Além disso, alugar permite escolher o tipo e a altura de trabalho adequados a cada serviço, em vez de adaptar todas as obras a uma única máquina.
Com altura, área, piso e prazo em mãos, a escolha do equipamento fica bem mais simples e a pintura começa com o acesso resolvido. Para planejar a locação da plataforma certa para o seu galpão, forro ou estrutura metálica, fale com a equipe da V-MAC Brasil e peça seu orçamento.